I CINE GEPENSAH – 50 ANOS DO MAIO DE 68 E A AUTONOMIA PROLETÁRIA

O Grupo de Estudos e Pesquisas sobre o Pensamento Social e Político Heterodoxo – GEPENSAH tem a honra de convidar para o seu 1º Cine-Debate, tendo como tema os 50 anos do Maio de 68, com a obra cinematográfica O Fundo do Ar é Vermelho (1977), de Chris Marker. Dividido em 2 partes de cerca de 90 minutos cada, “As mãos frágeis” e “As mãos cortadas”, o documentário apresenta os conflitos sociais e políticos da década de 60 em diversos países. A proposta é afirmar a importância política do fenômeno do Maio de 68, para além do imaginário do senso comum que entende o processo como tendo sido uma revolta de caráter puramente estudantil e intelectual, circunscrito às Universidades de Paris. Pretende-se apresentar o caráter proletário, internacional, autônomo e antiburocrático das lutas das décadas de 1960, que estavam ocorrendo simultaneamente em diversos países e continentes: França, Alemanha, Polônia, Tchecoslováquia, Brasil, México, Chile, etc.

Em cada sessão será realizada uma breve contextualização histórica e da obra (15 minutos), seguida da apresentação do filme (90 minutos), com intervalo (15 minutos), exposição da mesa (60 minutos) e debate (60 minutos).

Local: Auditório do Bloco E – Anexo do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH).

Datas: 06/06/2018 e 13/06/2018

Horário: 18:00 – 22:00h

Público: Evento aberto à comunidade.

Obs: Com direito a certificado para quem participar das 2 sessões.

GEPENSAH 2018.1 – CURSO DE EXTENSÃO

O Grupo de Estudos e Pesquisas “Mundos do trabalho: pensamento político-social heterodoxo” (GEPENSAH) convida para o curso de extensão do primeiro semestre de 2018:

  • Linha 1 –  Autonomismos Conselhistas:

EXPRESSÕES INSTITUCIONAIS DO MUNDO DO TRABALHO: ANTON PANNEKOEK E O SISTEMA DE CONSELHOS PROLETÁRIOS

1º ENCONTRO: Segunda-feira, 05/03/2018,  das 9:00 às 13:00 horas.Programa

O GEPENSAH informa:

1) Por estar estruturado como atividade de extensão, a participação é aberta para qualquer pessoa – sem necessidade de vínculos acadêmicos ou barreira de escolaridade; 2) Critérios de participação: a) Compromisso de realizar as leituras com antecedência; b) Comparecimento presencial nas sessões semanais; 3) Participante com frequência igual ou superior a 75% fará jus a certificado. LOCAL: LASTRO (sala 301 do bloco D do CFH).

100 anos da Revolução Russa: uma anticomemoração

O Grupo de Pesquisa Mundos do Trabalho: Pensamento político-social heterodoxo (GEPENSAH) realizou o evento 100 anos da Revolução Russa: uma anticomemoração, que contou com conferências de especialistas estudiosos da Revolução Russa, para discutir a natureza social da URSS e promover a crítica da versão oficial acerca de seus resultados políticos, sociais e econômicos. Estruturado para se diferenciar de eventos tradicionais nos quais o culto à personalidade e o monolitismo de pensamento servem de suporte para a perpetuação de mitos, esforçou-se para captar a Revolução Russa com um processo, em seu desenvolvimento e resultados, complexo e problemático de modo a contribuir para a crítica e autocrítica necessárias à compreensão dos problemas do presente. O evento contribuiu para um conhecimento mais aprofundado e diversificado de experiências, movimentos e expressões teóricas que existiram durante o período revolucionário, de modo a reunir um saber sistematizado que sirva de fundamento para subsidiar novas pesquisas nas áreas da Sociologia Política, Ciência Política e História.

PROGRAMAÇÂO:

Local: Auditório do Espaço Físico Integrado – EFI/UFSC

Data: 07/11/2017

Abertura: Prof. Dr. Ricardo Müller (Coordenador do LASTRO/UFSC)

Conferência I (7.11.2017 – 9h)
A Natureza social da URSS: o debate do século XX
Conferencista: Prof. Dr. João Alberto da Costa Pinto (UFG)
Debatedor: Dr. José Carlos Mendonça (GEPENSAH/LASTRO)
Mediador: Prof. Dr. Iraldo Matias (GEPENSAH/LASTRO)

Conferência II (7.11.2017 – 14h)
Alexander Bogdanov e o Proletkult
Conferencista: Dr. Jair Diniz Miguel (IBGE/CE)
Debatedor: Prof. Dr. Iraldo Matias (GEPENSAH/LASTRO)
Mediador: Prof. Drd. Neto Ghizzi (GEPENSAH-UFPR)

 

MANIFESTO DA “SLOW SCIENCE”

Somos cientistas. Não blogamos. Não twittamos. Fazemos as coisas no nosso ritmo.
Mas não nos levem a mal – dizemos sim para a ciência acelerada do início do século 21. Dizemos sim ao constante fluxo de periódicos avaliados por pares e a seu impacto; dizemos sim para blogs de ciência e para a necessidade de mídia e de relações públicas; dizemos sim à crescente especialização e diversificação em todas as disciplinas. Nós também dizemos sim para que a pesquisa de retorno na saúde e na prosperidade futura. Todos nós estamos neste jogo também.

No entanto, sustentamos que isto não pode ser tudo. A ciência precisa de tempo para pensar. Ciência precisa de tempo para ler, e tempo para falhar. A ciência nem sempre sabe o que pode ser crucial agora. A ciência se desenvolve de modo inconstante, com movimentos bruscos e saltos imprevisíveis para a frente – ao mesmo tempo, no entanto, arrasta-se progredindo em uma escala de tempo muito lenta, para a qual deve haver espaço e para a qual a justiça deve ser feita.

A ciência lenta foi praticamente a única ciência concebível por centenas de anos; hoje, argumentamos, ela merece ser revivida e necessita proteção. A sociedade deve dar aos cientistas o tempo necessário, mas mais importante, os cientistas devem fazer a seu ritmo.

Precisamos de tempo para pensar. Precisamos de tempo para digerir. Precisamos de tempo para nos desentendermos, especialmente quanto à promoção do diálogo perdido entre as humanidades e as ciências naturais. Não podemos continuamente dizer o que nossa ciência significa, para que ela servirá, porque nós simplesmente ainda não sabemos. A ciência precisa de tempo.

– Fique conosco, enquanto pensamos.

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Na sequência dos pensamentos expressos no manifesto acima, acreditamos que esse maior tempo de pensar e de prosseguir o diálogo e a disputa face-a-face devem ser disponibilizados para a atual geração de cientistas ativos de alto nível. Defendemos que a ciência, bem como a sociedade como um todo que financia a nossa ciência, se beneficiará grandemente a longo prazo, e por muito tempo, se uma cultura de pensamento, integrativa, sustentada e de “não tempo real” / off line, for incentivada e mantida viva.

As academias foram o lar exclusivo da ciência por um longo tempo, bem antes que os períódicos científicos fossem introduzidos “virando o jogo”. Atualmente, pesquisadores acadêmicos dificilmente desempenham um papel a mais; onde eles existem, a adesão é um objetivo de carreira e incentivo para eminentes cientistas seniores e outras honrarias mais do que uma uma carreira ou espaço de retiro.

A “Slow Science Academy”, fundada na Alemanha em 2010, pretende oferecer a muitas vezes desacreditada, mas absolutamente necessária, torre de marfim. Reunirá grupos de pesquisadores básicos ao lado de seletos cérebros de ciência e áreas afins para oferecer-lhes espaço, tempo, e, finalmente, recursos para fazer o seu trabalho principal: discutir, questionar, pensar.

Para mais informações ou para filiação, entrar em contato pelo endereço:
SLOW SCIENCE ACADEMY · BERLIN, GERMANY
academy@slow-science.org